A iniciativa garante o fornecimento de produtos frescos e saudáveis para 129 famílias e escolas de quatro comunidades indígenas. As entregas ocorrerão diretamente nas aldeias, marcando o início de um projeto que une desenvolvimento rural, inclusão social e valorização cultural.
Município à frente da execução
Inédito em Santa Catarina, o PAA Indígena contemplou Biguaçu por possuir terras indígenas em seu território e população indígena incluída no Cadastro Único. O programa será executado com a coordenação das Secretarias Municipais de Agricultura, Pesca e Aquicultura e de Assistência Social, com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI) e da Associação de Agricultores Familiares.
Essa integração garante mais agilidade nas entregas, diversidade de produtos e melhor aproveitamento dos recursos. Dois servidores municipais foram designados para operar o Sistema SISPAA, plataforma federal que gerencia as aquisições. Já a distribuição dos alimentos será feita em uma ação conjunta entre o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) II e a Secretaria de Agricultura.
Comunidades beneficiadas
Com o PAA Indígena, quatro terras indígenas de Biguaçu estão sendo beneficiadas:
Mymba Roka (Aldeia do Amaral) – 35 famílias
Ygua Porã (Aldeia do Amâncio) – 15 famílias
Itanhaém (Aldeia Morro da Palha) – 38 famílias
Yynn Moroti Wherá (Aldeia São Miguel) – 41 famílias
Além dos moradores, também recebem os alimentos as escolas indígenas Nhamandu (Amâncio), Wherá Tupã Poty Djá (São Miguel), Taguató (Morro da Palha) e Kaakupe (Amaral), fortalecendo a alimentação escolar e incentivando hábitos saudáveis desde cedo.
Agricultura familiar fortalecida
O programa ainda valoriza a produção local e incentiva os pequenos agricultores a expandirem sua atuação. As compras priorizam alimentos in natura e seguem uma ordem de preferência: produtores indígenas, agricultores orgânicos, agricultoras familiares e demais agricultores convencionais.
Conforme o prefeito Salmir da Silva, “dessa forma, o município não apenas garante o acesso à alimentação adequada para as famílias indígenas, mas também movimenta a economia rural e reconhece o papel dos agricultores familiares no desenvolvimento sustentável”.
A primeira etapa de execução do Programa de Aquisição de Alimentos Indígena em Biguaçu ocorre entre outubro e novembro, com entregas mensais às famílias e quinzenais às escolas. O Estado tem até março de 2026 para concluir o programa, podendo prorrogá-lo por igual período.









