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Um tiro certeiro para a indústria – Fiesc

Com demandas crescentes, setor de defesa se mostra uma boa aposta para SC, que é o terceiro estado em empresas catalogadas no Ministério da Defesa

por Johnny Gomes
23/01/2026
em Fiesc
fiesc
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FIESCNEWS/OCATHARINENSE

Setor de Defesa tem demandas crescentes e incentivos da política industrial. Em Santa Catarina, o CONDEFESA da Fiesc faz a ligação entre empresas e Forças Armadas para a geração de negócios.
28 empresas catarinenses são credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EED) junto ao Ministério da Defesa
28 empresas catarinenses são credenciadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EED) junto ao Ministério da Defesa

Diante da nova geopolítica mundial, marcada por tensões, conflitos e guerras, a defesa da soberania deixou de ocupar o segundo plano no planejamento de muitos países – o Brasil incluído. Tanto que o setor de Defesa forma um dos seis eixos da Nova Indústria Brasil, a política criada pelo Governo Federal para impulsionar a indústria nacional até 2033. São previstos R$ 112,9 bilhões em investimentos para obter autonomia de pelo menos 75% na produção de tecnologias críticas para as Forças Armadas (FAs).

Antecipando-se à tendência a FIESC fundou, em 2016, o Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (CONDEFESA). Presidido pelo empresário Cesar Augusto Olsen, o órgão consultivo serve como interface entre indústrias catarinenses e as FAs na geração de oportunidades de negócios, com o objetivo de tornar o setor de Defesa um segmento estratégico para a economia de Santa Catarina.

Além de eventos regulares para aproximar as partes, desde 2019 o CONDEFESA organiza, em Florianópolis, a SC Expo Defense, que se tornou a maior feira do setor no Sul do Brasil. Devido ao seu formato, a feira abre oportunidades para empresas de pequeno porte, que têm dificuldade de se destacar em outros eventos do setor. “A feira foca na demonstração de capacidade industrial através de protótipos e projetos. O público-alvo são os militares, e não o público geral”, explica Olsen. A próxima edição será em maio de 2026.

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Foco da SC Expo Defense, organizada pela FIESC, é demonstração da capacidade industrial através de protótipos e projetos

Uma das principais missões do CONDEFESA se alinha aos planos da Nova Indústria Brasil: nacionalizar, ao máximo, o fornecimento de equipamentos, tecnologias e serviços para o setor. Nesse sentido, projetos que tiveram origem na SC Expo Defense 2024 ganharam apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado, a Fapesc, e estão se tornando soluções de empresas catarinenses nas áreas de energia, nanotecnologia, bioproteção e defesa balística, dentre outras.

“Não existe defesa nacional sem a participação da indústria brasileira. Não adianta importar uma tecnologia se o país que a vendeu se tornar um agressor ou um inimigo no futuro, pois ele vai saber os pontos fracos da tecnologia”, argumenta Olsen, que é fundador de uma empresa que fornece equipamentos especializados para as FAs.

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Cesar Olsen, presidente do CONDEFESA: não existe defesa nacional sem a participação da indústria brasileira – Foto: Filipe Scotti.

Outro objetivo é garantir a manutenção, atualização e reposição de peças em caso de mudança no relacionamento com o país fornecedor. A nacionalização também gera redução de custos, agilidade de fornecimento e independência tecnológica. Por isso o CONDEFESA tem participação ativa em negociações como a que trouxe para Itajaí o programa das fragatas classe Tamandaré, uma parceria entre a Marinha e a alemã thyssenkrupp. Em agosto a segunda fragata, a Jerônimo de Albuquerque, foi lançada ao mar, e outras duas estão em produção. Nos últimos meses, as negociações envolvem a vinda de uma fábrica de veículos militares Tatra, da República Tcheca, para Palhoça.

As Forças Armadas movimentam uma cadeia de suprimentos diversificada e cheia de oportunidades para a indústria. De alimentos a sistemas de alta tecnologia, o setor de Defesa precisa de fornecedores confiáveis em diferentes níveis, o que abre espaço para empresas de variados portes e segmentos.

“A base industrial brasileira desconhece o que a Defesa precisa, e vice-versa. O CONDEFESA da FIESC tem sido importante para melhorar esse relacionamento e se tornou muito respeitado, sendo procurado por outros estados que querem espelhar seu trabalho”, afirmou o general de Exército Adhemar da Costa Machado Filho em sua última reunião no CONDEFESA, em agosto. Ao completar 75 anos, ele se aposentou do cargo de coordenador do escritório de Florianópolis do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA) do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

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Lançamento de fragata classe Tamandaré em Itajaí: Forças Armadas dão impulso para indústria naval em SC – Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República.

Atualmente, 28 empresas catarinenses são catalogadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EED) junto ao Ministério da Defesa para fornecer bens, serviços ou tecnologias, atendendo a critérios como a capacidade de proteger informações sensíveis e o desenvolvimento de tecnologia sem dependência de soluções estrangeiras. Trata-se de um nível acima das Empresas de Defesa (ED), que também precisam do aval do Ministério da Defesa. As EEDs devem ter capital nacional, sede no Brasil e produção local, além de possuir conhecimento tecnológico próprio ou em parceria.

Santa Catarina é o terceiro estado com maior número de empresas catalogadas, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. “Ainda há muito potencial, nossas empresas precisam enxergar esse setor como um possível cliente. Não é simples. É preciso conhecer as necessidades e realizar algumas alterações em produtos, mas é possível fazer com que a Defesa entre no portfólio”, argumenta a executiva do CONDEFESA, Luciane Camilotti.

O setor de tecnologia da informação e comunicação é destaque entre as EEDs de Santa Catarina. A Dígitro, de Florianópolis, foi a primeira empresa do Estado a obter a certificação. Já a IANA Tecnologia, startup também sediada na Capital, atuará até 2027 no projeto Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Críticas para o Domínio Aéreo Futuro (CET-ADS), contratada pela Fundação Casimiro Montenegro Filho (FCMF) em parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Fundação Certi, com suporte da Finep.

A IANA participará do desenvolvimento de algoritmos de Inteligência Artificial e Visão Computacional voltados a missões de busca em uma área que inclui todo o território nacional e águas internacionais. A ferramenta poderá ser utilizada para localizar barcos pesqueiros à deriva, tráfego ilícito, pessoas, poluição ou destroços no mar ou na região amazônica, por exemplo. “O projeto vai trabalhar com imagens aéreas ou de satélites que serão analisadas pela Visão Computacional, mais eficiente que o olho humano, para buscas em grandes áreas”, explica o diretor executivo da startup, Carlos Duek, um ex-piloto com mais de 30 anos de experiência na Força Aérea Brasileira. “É um nicho bem delimitado, e para quem entende do setor é uma boa oportunidade. Tem que compreender, profundamente, a necessidade operacional, a cultura do usuário e seus procedimentos”, observa o executivo.

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Uma das principais missões do CONDEFESA é nacionalizar ao máximo o fornecimento de equipamentos, tecnologias e serviços para o setor

Pré-hospitalar | A Desmodus, empresa de Nova Trento especializada em equipamentos para atendimento pré-hos­pitalar (APH), desenvolveu um torniquete para controle de hemorragias que é utilizado por 14 instituições no Brasil, incluindo Exército, Marinha e Aeronáutica, todos os tipos de força policial e a segurança presidencial. Um terço do faturamento da empresa, que conta com uma rede de 15 fornecedores regionais de matérias-primas, vem de editais das Forças Armadas ou das forças auxiliares. A Desmodus já começa, também, a planejar exportações para todo o continente. “Fizemos testes clínicos na PUC-Campinas para comprovar a eficácia do equipamento e estamos no mesmo nível de equipamentos americanos”, afirma Cleber Archer, um dos sócios da empresa.

Tags: condefesafaescgovernofederalministériodadefesascexpodefense
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Johnny Gomes

Johnny Gomes

O Observador do Poder Sou um profissional dedicado a decifrar os bastidores da política, indo além do que é dito em tribunas e comunicados oficiais. Minha rotina é pautada pela busca da precisão histórica e pelo compromisso com a veracidade, atuando como um filtro essencial em meio ao fluxo constante de dados e narrativas das redes sociais. • Análise Estratégica: Possuo a habilidade de conectar fatos isolados, identificando tendências e antecipando crises ou alianças governamentais antes que se tornem públicas. • Rede de Contatos (Networking): Transito com ética entre diferentes espectros ideológicos, mantendo fontes de confiança que permitem o acesso a informações exclusivas e "em off". • Combate à Desinformação: Em 2025, minha função foi e em 2026 também continuará sendo pedagógica, ajudando o cidadão a distinguir fatos comprovados de manipulações digitais e inteligência artificial maliciosa. • Adaptabilidade Multimídia: Seja escrevendo análises profundas, participando de podcasts ou realizando coberturas em tempo real, procuro dominar a linguagem direta e analítica necessária para o jornalismo moderno. • Papel Social: Atuo como um "cão de guarda" da democracia. minha descrição é a de alguém que valoriza a transparência pública, questiona o status quo e entende que a política é a ferramenta que molda a economia, a cultura e o cotidiano da sociedade.

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